Paulo Afonso

Endereço:

Teresina, Piauí
Brasil

Descrição

Paulo Afonso Evangelista Vieira, mais conhecido como Paulo Afonso (Teresina, 10 de maio de1958), é um político brasileiro, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Santa Catarina.
Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 11ª legislatura (1987 — 1991), eleito pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Foi governador do estado de Santa Catarina, de 1995 a 1999, sucedido por Esperidião Amin Helou Filho. Seu mandato foi marcado pelo processo de impeachment no chamado escândalo dos precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais), e por vários meses de salários atrasados.
Foi eleito deputado federal pelo PMDB na 52ª legislatura (2003 — 2007). Não disputou a reeleição e deixou a vida pública.
No dia 13 de junho 1996, o governador Paulo Afonso envia à Assembléia Legislativa um projeto de Lei que resultaria na emissão de títulos no valor de R$ 605,1 milhões, destinado ao pagamento de precatórios (dívidas judiciais). Os precatórios de Santa Catarina somavam apenas R$ 35,4 milhões à época (referentes ao exercício de 1994 a 1996).
Este ficou conhecido como o Escândalo dos Precatórios, uma manobra que vários estados e municípios realizaram para fazerem caixa, tendo como base uma autorização presente na Constituição de 1988, que autorizava Estados e municípios a emitirem títulos financeiros para quitar os débitos judiciais acumulados.
Em dezembro de 1996, foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal para apurar irregularidades. Os relatórios da CPI apontaram que o Estado de Santa Catarina teve perdas no valor de R$ 120 milhões com a emissão de títulos, sendo R$ 33 milhões concedidos ao Banco Vetor (contratado sem licitação), e também com o deságio concedido quando os papéis chegaram ao mercado financeiro.
Paulo Afonso escapou ileso do processo de cassação na Assembléia Legislativa por uma diferença de 2 votos.
Ao término de seu mandato, Paulo Afonso deixou três meses de salários atrasados para serem pagos pelo governo seguinte.
Adotou ainda medidas polêmicas nos três últimos meses de governo, como concursos, remoções e concessão de aumentos que contribuíram para elevar ainda mais o comprometimento com a folha, que passou a consumir 88,4% da receita de Santa Catarina.