Lindberg Farias

Endereço:

João Pessoa, Paraíba
Brasil

Descrição

Luiz Lindbergh Farias Filho, conhecido como Lindberg Farias (João Pessoa, 8 de dezembro de 1969), é um ex-líder estudantil e político brasileiro. Atualmente, é senador da República pelo Partido dos Trabalhadores e candidato derrotado ao Governo do Estado do Rio de Janeiro no 1° Turno em 2014. É casado e pai de três filhos.
Em 1992, Lindberg obteve destaque no cenário nacional quando, enquanto presidente da União Nacional dos Estudantes, tornou-se um dos principais líderes do movimento estudantil dos caras-pintadas contra o então presidente Fernando Collor de Mello (com quem, após se tornar político, se aliou). Apesar de ter ganho fama como lider estudantil, Lindbergh cursou medicina e direito mas nunca se formou. ]
Após sair do movimento estudantil, foi eleito deputado federal por dois mandatos. Também foi eleito e reeleito prefeito do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde recebeu diversos prêmios devido a seus projetos educacionais, como o Bairro Escola. Em 2010, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é amigo, candidatou-se a senador da República, vencendo as eleições.
Em 2014, seu partido o escolheu para ser candidato ao governo do Rio de Janeiro pela legenda.[7] Após a votação, ficou em quarto lugar, com cerca de 10% dos votos validos.
Lindberg nasceu em 8 de dezembro de 1969 em João Pessoa, capital da Paraíba. É filho do médico Luiz Lindbergh Farias e da professora universitária Ana Maria. Ele foi batizado com o mesmo nome do pai, uma homenagem do avô ao aviador norte-americano Charles Lindbergh, que fez a primeira travessia solo do Atlântico em 1927. "Luiz" vem do nome do avião de Charles Lindbergh usado na travessia do Atlântico, o “Spirit of St. Louis”.
Passou sua infância na Paraíba, juntamente com seus três irmãos: Fred, Rodrigo e Georgiana.
Seu avô era eleitor do Partido Comunista. O pai estudou no Rio e foi vice-presidente nacional da UNE em 1961. Segundo ele mesmo diz, cresceu cercado de livros sobre o pensamento da esquerda e, aos catorze anos, já se dizia socialista. Aos 16 anos, filiou-se ao PCdoB, onde atuou no seu braço juvenil, chegando a ser presidente nacional da União da Juventude Socialista - UJS alguns anos depois.
Aos 17 anos, começou a estudar medicina na Universidade Federal da Paraíba. Em 1990, entrou para o DCE (Diretório Central dos Estudantes). Com 21, foi eleito secretário-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE) e se mudou para São Paulo.
Em 1992, Lindberg Farias foi eleito presidente da UNE, marcando o início de sua carreira política. Naquele ano, conheceu o petista Luiz Inácio Lula da Silva.
Radicado no estado do Rio de Janeiro, Lindberg se elegeu deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) nas eleições de 1994, sendo o mais votado da esquerda. Em 1996, foi eleito presidente nacional da União da Juventude Socialista (UJS). Aderiu ao trotskismo em 1997 e ingressou no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Na Câmara dos Deputados, pautou seu primeiro mandato pela oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso.
Foi destaque nas manifestações contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce e do Sistema Telebrás. Na venda da Vale, Lindberg se uniu às manifestações de cerca de cem estudantes na entrada da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. No leilão das telefônicas, enfrentou a polícia em protestos. Embora tenha recebido expressiva votação (73 mil votos) nas eleições de 1998, não conseguiu se reeleger porque o PSTU – legenda pela qual concorreu – não atingiu coeficiente eleitoral.
Pelo mesmo motivo, em 2000 não pôde assumir o cargo de vereador, embora fosse o quarto mais votado do Rio de Janeiro, com 47 mil votos. Decidiu, então, filiar-se em 2001 ao Partido dos Trabalhadores (PT) para apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Retornou novamente à Câmara dos Deputados em 2002 com mais de 83 mil votos.
Em 3 de outubro de 2010, Lindberg foi eleito senador pelo Estado do Rio de Janeiro, ficando em 1° lugar. Ele recebeu 4 213 749 votos, o equivalente a 28,65% dos votos válidos. O segundo lugar, Marcelo Crivella, recebeu 3 332 886 votos, o equivalente a 22,66% dos votos válidos.
Em março de 2011, Lindberg foi eleito presidente da Subcomissão Permanentes de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência.
Em fevereiro de 2013, Lindberg foi escolhido por unanimidade entre os senadores como presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Até dezembro de 2013, Lindberg apresentou 38 projetos de lei, três propostas de Emenda à Constituição (PEC) e relatou 63 matérias.
Teve a oportunidade de contribuir com a discussão e votação de projetos importantes, a exemplo da manutenção da distribuição dos royalties do petróleo, e do aumento da aplicação desses recursos na educação e saúde.