Lídice da Mata

Endereço:

Cachoeira, Bahia
Brasil

Descrição

Lídice da Mata e Sousa (Cachoeira, 12 de março de 1956) é senadora da República e presidente do Partido Socialista Brasileiro no Estado da Bahia.
Lídice foi eleita a primeira mulher presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE-Ufba, em 1980), primeira prefeita de Salvador (1992) e primeira senadora da Bahia (2010).
Filha de Margarida da Mata e Souza e do sindicalista Aurelio Pereira e Souza, um comunista histórico, Lídice teve intensa participação nas lutas populares pela anistia e na campanha das Diretas Já. Ingressou naFaculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia em 1976, formando-se em 1980.
Elegeu-se vereadora em sua estreia na vida pública, em 1982, junto com outros 25 vereadores do MDB, na maior vitória da oposição ao Regime Militar em todo o País, episódio que tornou Salvador conhecida como a Capital das Oposições.
Em sua passagem pela Câmara de Salvador, entre 1983 e 1986, Lídice foi líder da bancada do MDB e do PCdoB, partido ao qual filiou-se logo após sua legalização, em 1985.
Em 1986, elegeu-se pela primeira vez, deputada federal, participando da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Concorreu ao governo da Bahia, em 1990, pelo PC do B, contra Antônio Carlos Magalhães (PFL) e Roberto Santos (PMDB). Mesmo ficando em terceiro lugar, entrou para a história com uma chapa majoritária feminina e socialista, formada por Lídice, Salete e Beth, que ficou conhecida como As Três Marias.
Em 1992, filiada ao PSDB, Lídice da Mata elegeu-se a primeira prefeita de Salvador, derrotando o candidato de ACM, Manoel Castro, no segundo turno.
À frente da administração municipal, Lídice criou a Fundação Cidade Mãe, implantou o Programa de Qualidade Total na Prefeitura, o Serviço de Atendimento ao Público - Central 156 e o Orçamento Participativo; ampliou e renovou a frota de ônibus em mais de 1500 veículos, introduzindo a adaptação piloto para utilização por deficientes físicos; profissionalizou o carnaval, organizando e ampliando o Circuito Barra-Ondina; construiu a Ligação Iguatemi-Paralela (Lip), a estação Pirajá, paredes de contenção em 22 áreas de grande risco da cidade, 750 casas populares para receber os desabrigados das chuvas de 1995 e 1996 em Mussurunga; urbanizou a Colina do Bonfim e reurbanizou a Praça do Rio Vermelho, entre outras obras.
Sua administração foi marcada ainda pela resistência ao cerco financeiro e de mídia comandado por ACM, que comandava não só o sequestro de verbas da prefeitura à frente do Governo do Estado da Bahia, como ainda detinha as rédeas de uma rede de comunicação formada por rádio, jornal e pela TV de maior audiência na Bahia.
Dois anos depois de deixar a Prefeitura de Salvador, Lídice recebeu nas urnas o reconhecimento do seu trabalho e foi a candidata a deputada estadual mais votada na capital, reeleita em 2002, com a terceira colocação em todo o Estado. Na Assembleia Legislativa, exerceu por duas vezes o cargo de líder da bancada de oposição, em 2000 e 2005.
Em 2004, recebeu o "Troféu Destaque Parlamentar", nesse mesmo ano se candidatou mais uma vez ao cargo de prefeita pela coligação denominada "Salvador, Cidade Mãe, Educação e Trabalho", formada pelo PSB, PMDB, PPS e PCB, obtendo 124.856 votos (10,36%).
Em 2006, Lídice voltou ao Congresso Nacional, eleita deputada federal pela Bahia, com 188.927 votos, sendo novamente a mais bem votada na capital baiana. Na Câmara, presidiu a Comissão de Turismo e Desporto durante a aprovação da Lei Geral do Turismo (LGT).
Em 2010, integrando a chapa majoritária do governador Jaques Wagner, foi eleita a primeira senadora da Bahia, com 3.385.300 votos, juntamente com o petista Walter Pinheiro. Seus suplentes são Nestor Duarte e Juçara Feitosa.