José Bento Américo

Endereço:
Av. Pedro Simon,170
Ermo, Santa Catarina 88.935-000
Brasil
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Descrição

Candidato eleito pelo PDT eleito vereador constituinte do município de Ermo. Encontramo-lo sobre uma bicicleta e vinha em direção à sua casa. Parou e nos mirou com desconfiança, mas logo após nos identificarmos e dizer o motivo de nossa visita abriu um sorriso e nos convidou a entrar. Desde o inicio da pesquisa mostrou um temperamento típico de políticos idealistas que se põe diante das causas pelo povo, para o povo e com o povo. Defende acintosamente a forma certa, clara e honesta de se fazer política. Quando volta ao passado para relembrar os movimentos sociais pela emancipação do município e tudo o que foi feito no primeiro mandato histórico da cidade do Ermo compara os trabalhos realizados pelos parlamentares da época a uma verdadeira assembléia constituinte em função da criação de leis, determinação dos salários e a posse oficial de todos os candidatos.

José Bento Américo é o quarto filho na escala ascendente de doze irmãos coordenados pelos patriarcas o senhor Bento José Américo e senhora Celeza Maria de Jesus Américo. Nasceu ali mesmo nas planícies palustres do Ermo, então distrito do município de Turvo, que veio emancipar-se a 19 de setembro de 1993. Foi a 16 de julho de 1956 que deu origem à sua história nesta vida e com a idade de apenas seis anos já iniciava no oficio da carpintaria junto ao atencioso pai.

Tamanha sua habilidade em aprender e desenvolver-se no trabalho que já aos catorze anos havia proclamado sua independência financeira empreitando suas próprias obras. De espírito empreendedor, construiu ao longo dos anos uma boa estrutura de apoio desde ferramentas essenciais (betoneiras, brocas, lima, martelo, serras, plainas, etc.) até o caminhão que usa para o transporte das mesmas quando exerce sua profissão.

Seu trabalho é requisitado por inúmeras prefeituras da região principalmente para a construção de pontes, escolas ou creches; porém é um especialista em construção base de silos para armazenagem para o impressionante volume de 100 mil sacas que equivale a seis milhões de quilos de cereais. Uma de suas principais contratantes é a Metalúrgica Pagé que além de dispor de seus trabalhos para obras dentro do estado de Santa Catarina também o contrata para trabalhar em outros estados como Paraná, Rondônia e até divisa do Brasil com o Uruguai. Durante o decorrer de seu mandato recusou uma proposta milionária para trabalhar em sua área, mas considerou naquele momento que nada era mais importante do que o exercício de sua legislatura.

Sempre atento às causas humanitárias e sociais entregou-se de corpo e alma a trabalhos filantrópicos e institucionais como quando Presidente e Vice-Presidente da APP da Escola Estadual Pedro Simon na sede municipal. Fôra conseguido materiais de construção do Governo Estadual para a uma reforma geral do educandário do telhado para baixo. No período compreendido entre 1982 e 1983 foi titular do Gabinete de Obras do município de Turvo realizando um excelente trabalho. Seu ingresso à Política teve como única porta o PDT e sua filiação no ano de 1991 teve como paraninfo nada mais nada menos do que Leonel Brizola. Na época mantinha contatos com o professor Doutel de Andrade (deputado federal e coordenador da campanha de Brizola) e Manoel Dias (o Nelinho coordenador a nível estadual do PDT e da candidatura de Brizola à Presidência da República).

Em função de suas atividades profissionais só participou de uma eleição, mas aquela na verdade foi a eleição da sua vida pela importância que trazia em si mesma. Afinal ele foi um dos líderes que mais demonstrou entusiasmo com o movimento pela emancipação. Mas nunca deixa de frisar de que o maior entre os maiores que lutaram pelo êxito do movimento foi o companheiro Luiz Liberato da Silva que fazia a campanha cobrindo uma enorme área tão somente com sua bicicleta. Segundo Américo, Luiz da Silva começara o movimento ainda nos anos 1974 e 1978 e viu lograr sucesso todo seu sacrifício em 1993. José Américo registra seu desaparecimento no ano de 2008.

Como as candidaturas de Prefeito e Vice-Prefeito haviam sido consensuais, os partidos apresentaram onze nomes para o preenchimento de nove vagas, o PDT tinha dois candidatos e José Américo teve a felicidade de ocupar a vaga. Apesar desta particularidade informa que seus gastos de campanha não ultrapassaram o valor de um salário mínimo da época e que seus eleitores mais fiéis devolveram as ordens de gasolina que havia distribuído para auxilio na divulgação de suas propostas.

Sua ação como parlamentar naquela legislatura histórica [uma espécie de constituinte municipal] foi contundente. Segundo seus relatos, alguns parlamentares queriam deliberar sobre matéria salarial antes mesmo de se conhecer a receita fixa do município recém nascido e ele se posicionou contra. Outra postura polêmica foi quanto à definição de um percentual para a saúde em que parlamentares desejam fossem os dez por cento (o mínimo previsto pela constituição) e ele fechou questão em torno de quinze por cento que viria ser posteriormente homologado pelos vereadores. Durante o mandato criou a Lei do uso da Tribuna Popular, anteriormente já havia homologado junto com os colegas a Lei Orgânica Municipal; porém sua grande frustração foi não conseguir que seus colegas aprovassem um texto melhor para a Lei da Transparência das Contas Públicas.

José Américo nos informa que depois de trabalhar o dia todo em suas atividades havia levado o projeto de lei para estudar em casa e analisou cada um de seus parágrafos noite adentro sem dormir. A grande polêmica que ele encontrou na Lei é que em determinada cláusula ela não determinava onde as contas deveriam ficar para apreciação popular; figurando na frase o seguinte “as contas públicas devem permanecer para consulta popular na Câmara de Vereadores e/ou na Prefeitura Municipal”. Ele votou em que a frase definisse que fosse mantido o “e” do texto, mas no final foi mantido o “o” do texto que segundo ele dá margem para que elas não saiam nunca do âmbito da prefeitura.

José Américo não se vê como um político do contra e para comprovar o que diz dos 96 projetos apresentados pelo Prefeito à apreciação dos parlamentares, ele votou contra apenas em três e colocou 28 emendas em outros tantos. Mas basicamente se o projeto fosse positivo para a cidade ele não se opunha de forma alguma.

Parece que seu espírito de fiscalizador do erário público não encerrou com o seu mandato, porque afirma acompanhar todos os balancetes originados do erário público e alega ter cópias de quatro balancetes guardados para si.

José Bento Américo dirigia por mais de vinte anos sua agremiação partidária o PDT tanto no município de Turvo como em Ermo e assegura que gosta da política desde seus vinte anos naquele período mais difícil onde a democracia brasileira passou por sua maior provação. Hoje se dedica totalmente ao seu trabalho e no acompanhamento das atividades de seus filhos: Gilberto Américo, Jean Carlo, Jucinei, Jonas, Juliano (in memorian) e Jussara aos quais tem a maior amabilidade.